quarta-feira, 4 de maio de 2011

AFINAR A PRATA...


“E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata; e purificará os filhos de Levi, e os refinará como ouro e como prata; então ao SENHOR trarão oferta em justiça.” Malaquias 3:3
Leonardo Simonelli

 AFINAR A PRATA... AFINAR A PRATA

Nos fala do momento de provas que passamos, pois através delas nos desprendemos de valores que não nos trazem benefícios e passamos a nos colocar em posição de dependência a Deus e como a prata provada ganha valor, a cada prova passamos a ser servos mais valorosos, o servo provado tem experiências que valorizam a salvação na sua vida. “O crisol é para a prata, e o forno para o ouro, mas o SENHOR é quem prova os corações” Provérbios 17:3.
A PURIFICAÇÃONeste processo, a prata era aquecida e à medida que ela ali ficava, a impureza que nela havia se separava ficando por cima. Então, o ourives removia, limpando assim o metal. Quando provados, passamos a meditar o que em nós não tem agradado ao Senhor, e neste momento passamos a enxergar erros que eram ocultos para nós, como a impureza ficava sobre o metal, assim para nós as nossas falhas ficam evidenciadas nos momentos de provação, enxergamos e suplicamos ao Senhor que retire de nós, e nisto nos lembramos das palavras de Davi: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.” Salmo 139:23-24.
O OLHAR DO OURIVESDurante o processo, o ourives tinha total atenção à prata, pois observava o processo, removia os excessos e sabia o momento certo de retirar o metal do fogo. Durante a nossa prova, os olhos de Deus não se desviam do servo, pode ser na dor, nas lágrimas, o Senhor está ali ao nosso lado. Quantas vezes provados, entramos no culto e um louvor fala profundamente a nossa alma? É o olhar de Deus que nos conhece e nos sustenta quando provados, e é Ele que sabe o momento de nos tirar dela. “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.” I Coríntios 10:13.
O FIM DA PROVA - Quando o ourives via a sua face refletida na prata, ela era retirada do fogo e assim somos nós depois de provados. A face do Senhor é vista em nós, as pessoas olham para nós e vêem um brilho diferente, é o nosso testemunho puro, de uma vida provada, mas aprovada diante de Deus, que tem uma mensagem vivida, uma experiência com Ele. “Mas, como fomos aprovados de Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não como para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações.” I Tessalonicenses 2:4.
O LOUVOR NA PROVA O texto diz que ele afinaria os filhos de Levi não só como a prata, mas também como ou ouro e há um provérbio que diz: “Como o crisol é para a prata, e o forno para o ouro, assim o homem é provado pelos louvores” Provérbios 27:21. Pela ciência, sabemos que o peso molecular do ouro e a prata são diferentes, bem como seu ponto de fundição. O ouro nos fala do poder de Deus e a prata da salvação. Somos provados para que a cada dia valorizemos a salvação, mas para experimentar o poder de Deus, sermos usados com graça, passaremos provas por isso, quanto maior o poder de Deus em nossa vida, maior a provação. O ouro era provado no forno, a prata no crisol (um tipo de vaso, com abertura menor onde se colocava o carvão para fundição), mas e o homem? O provérbio diz que o homem é provado no louvor.
AFINAR A PRATA



 

terça-feira, 3 de maio de 2011

A ARTE DO PERFUMISTA...

Texto: Êx. Cap. 30, vers. 22-33



  Introdução.

   O azeite da unção foi composto pelo Senhor  Deus que instruiu Moisés sobre as medidas, ingredientes e método a ser usado na sua elaboração, a partir de extratos vegetais, isto é: essências de especiarias. Observamos que quatro especiarias são citadas, são elas:
  A mais pura mirra, canela, cássia, cálamo e o azeite, que desempenha as funções do agente fixador e condutor desta composição
  A elaboração do azeite da unção tinha que ser conforme a arte do perfumista, que consiste em extrair de cada especiaria a sua essência, o que implica num trabalho esmerado, criterioso, atendendo medidas precisas, tempo e temperaturas adequadas, combinado com as quantidades específicas de cada ingrediente para não comprometer a qualidade do perfume, cuidando para que outra substância;não contamine a fórmula não é apenas o macerar de algumas ervas aleatoriamente. 
 
  Desenvolvimento.

  O Espírito Santo de Deus é este Perfumista, que colhe o homem temporal como a erva do seu estado natural e extrai a essência oculta no seu interior, isto é: a alma, o espírito que nos foi dado pelo Pai,fazendo-o vivo, exalando o bom cheiro de Cristo.
  Nesta composição o ”bagaço”, a ”palha”, os resíduos da razão e do desequilíbrio emocional  humano são dispensáveis. Após este tratamento o Perfumista extrai do homem ações de obediência, zelo, amor e gratidão e faz exalar o bom cheiro da salvação, em testemunhos fiéis de servos e servas do Senhor que como especiarias se entregam ao Perfumista.

  Conclusão.

  A mirra representa o sofrimento da igreja que renuncia a se mesmo, frisamos que nesta composição tinha que usar a mais pura mirra, isto é: um viver sem murmuração porem com gratidão, entregando-se  à vontade do Perfumista. As demais especiarias representam a obra de cada servo ou ações que o Espírito Santo extrai de cada um. Quando se mistura quatro essências diferentes é impossível identificarmos uma isoladamente, mas obteremos do conjunto um perfume, resultado da combinação das essências (o que caracteriza corpo). Nos móveis e utensílios do culto levítico bem como sobre os que ministravam o cheiro era do todo, sem esquecer que o condutor e fixador era o azeite (o Espírito Santo) Ele é quem difunde através da igreja o bom cheiro da salvação. Não se podia fazer uma composição igual para uso pessoal, isto quer dizer que: o homem não deve usar o nome do Espírito Santo e nem a obediência dos servos do Senhor para projeção pessoal e se "beneficiar” à custa da simplicidade do servo;... tal homem será banido da sua congregação.

  Apelo.

 Permita o Perfumista extrair do seu viver ações que como micro-gotas se juntarão com um sem fim de outras para compor este perfume.

 Dr.Bueno.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A TAMARGUEIRA DO DESERTO...




A TAMARGUEIRA DO DESERTO

Texto: Jr  48:6 
“Fugi, salvai a vossa vida e sereis com a tamargueira no deserto”.

Quando o profeta Jeremias escreveu este texto estava falando a um povo com uma grande dificuldade espiritual. Não sabiam para onde ir; aguardavam o ataque que viria sobre eles. O profeta disse: fugi, salvai a vossa vida...
 Obs. Os capítulos 46 a 52 são profecias de Jeremias contra diversas nações estrangeiras; o capítulo 48 é dirigido a Moabe. Jerusalém já havia sido tomada e o povo levado ao exílio, por causa da desobediência e não atendimento às profecias.
A tamargueira é um tipo de palmeira que vive no deserto. Existem muitos tipos de palmeiras, mas esta é típica das regiões desérticas. Muitas árvores morreriam se plantadas no deserto, mas a tamargueira não, ela tem condições para sobreviver e ser diferente.
A tamargueira produz um tipo de tâmara. Recebe a luz solar e a transforma em massa. Quanto mais sol ela recebe, mais abre os seus pendões. Ela abre os pendões e cresce ereta (para o alto). Outra árvore qualquer morre no deserto, mas a tamargueira não, ela vive e produz suas tâmaras.
As tâmaras são um benefício para os viandantes, os que vêm de longe à procura de sombra e alimento. A tamargueira produz seus frutos que ao caírem na terra quente do deserto são cozidos e tornam-se adocicados.
O que senta sob a tamargueira alimenta-se de um fruto doce, cheio de elementos nutritivos e tem o descanso.
Diz a palavra: fugi, salvai a vossa vida
Na hora atual a fuga é uma necessidade: o crente, o homem que aceita Jesus como o seu Salvador é como a tamargueira no deserto.
O mundo não sabe do que estamos vivendo. Ao olharem para nós pensam que apenas sobrevivemos buscando água; desconhecem que estamos vivendo sob o sol da justiça: quanto mais sol incide sobre nós, mais revelações da parte de Deus para nossas vidas, mais crescemos, mais nos fortalecemos, mais os nossos pendões são abertos – uma abertura para a eternidade, mais crescemos eretos (direcionados para o alto).
Ninguém vê a água que nutre a tamargueira, ela a busca na profundidade. O crente fiel vive da água da vida que ninguém conhece, água invisível aos olhos do mundo.
Os frutos adocicados são o resultado das lutas vividas pelo crente. As lutas vêm do calor intenso do chão, da terra em que ele está pisando. Aqueles que chegam até nós, tamargueiras no deserto, comem e se alimentam das nossas lutas, das nossas dificuldades superadas, da nossa experiência.
Não somos excepcionais, e nem estamos livres da situação difícil que nos cerca, também somos atingidos pela tribulação que se abate sobre o mundo, mas a diferença é que temos uma palavra de certeza, de segurança. Conhecemos as profecias, sabemos que estas coisas que estão acontecendo nos fazem bem, amadurecem nossas vidas e, assim, podemos trazer segurança aos corações que estão aflitos.

CONCLUSÃO:
Fugi, salvai a vossa vida....
O crente é a figura da tamargueira, ele vive no deserto da vida, se alimenta da água que ninguém vê, vive do sol intenso que mata as outras plantas; dá sombra, abrigo, alimento cozido e doce para aqueles que vêm de longe da longa jornada da vida.
MARANATA! JESUS VEM!!!