SONHOS SÃO GRATUITOS...TRANSFORMA-LOS EM REALIDADE...TEM UM PREÇO. "Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes. Pessoas que, no contato com elas, permitiram-me ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado." Mulek.com

quinta-feira, 4 de julho de 2013

MARANATA!...VEM JESUS.

O que parecia improvável aconteceu e logo com a ICM que como precedente histórico fincou o marco da primeira intervenção do Estado numa instituição religiosa do país.
Igreja Cristã Maranata
Por Silvio Costa | Seara News
Não tenho procuração da Igreja Cristã Maranata (neste artigo também referido pelo acrônimo de ICM) para defendê-la ou representá-la e muito menos sou a voz oficial dos evangélicos, mas não dá pra aceitar como cidadão brasileiro e cristão protestante num país que se diz laico o que fizeram com a Maranata. Foi um ultraje inconstitucional alicerçado ao que parece sobre uma raiva maligna propalada por um tipo sórdido de jornalismo sensacionalista e oportunista, o que por vezes caracterizou-se como perseguição religiosa. 
Hoje são os nossos irmãos icemitas que sentem na pele e na face afrontas e escárnios públicos. Quem nos garante que num futuro próximo não será outra nomenclatura eclesiástica a passar e a provar os efeitos de semelhante e infundada decisão judicial de intervenção, afinal o precedente Maranata aconteceu no Brasil e por aqui o que é injusto às vezes torna-se procedente e jurisprudente.
Há pouco mais de dois anos atrás quando surgiram às primeiras denúncias contra alguns membros do conselho de administração da Igreja Cristã Maranata, escrevi um artigo intitulado “Foi-se a glória”. Naquela postagem relatei que o impacto das denúncias de desvio de dinheiro advindas de contribuições dos fiéis da ICM resultaria em perdas generalizadas não só para os icemitas, mas para toda a igreja evangélica uma vez que a opinião pública classifica a todos evangélicos como os batistas, presbiterianos, assembleianos e metodistas de crentes e ponto.
É verdade que as demais igrejas evangélicas sentiam falta da proximidade com irmãos da ICM por conta de seu isolamento denominacional – mas tal posicionamento não era discriminatório e sim por zelo doutrinal e observância da tradição daquela instituição. Mesmo assim os cristãos protestantes de fora da ICM com suas considerações à parte sempre a elogiavam por sua administração e forma de governo liquefeita de convergências distintas e que mesmo assim a mantiveram unida e linearmente ao longo de seus 45 anos de história. 
Infelizmente os tropeços ocorreram por alguns bodes gananciosos que estavam no meio do grande rebanho icemita e tal comportamento entristeceu e espalhou ovelhas, envergonhou pastores e de modo súbito provocou pasmo nos de fora da instituição. Em contrapartida aos fatos que se iam apurando a liderança da ICM através de seu presbitério posicionou-se imediatamente depondo a antiga comissão com membros comprometidos com as denúncias e elegeu através de assembléia extraordinária de seu colegiado pastoral uma nova composição do conselho deliberativo já no fim de 2011; dispôs-se a atender as solicitações do Ministério Público Estadual e colabora até hoje com o andamento das investigações no intuito de corrigir e coibir quaisquer incorreções administrativas ou financeiras que tragam mais prejuízos a instituição.
A cronologia do suplício icemita prossegue a mais de dois anos e ainda o MP capixaba continua recebendo denúncias, sumarizando provas, contabilizando valores e apurando as supostas irregularidades administrativas. De forma correlata e atendendo aos pedidos do MP, a Justiça de nosso Estado também convocou os denunciados a prestarem esclarecimentos, expediu mandatos cautelares de prisão, executou a interdição da sede administrativa da Igreja, quebrou sigilo bancário, avaliou o capital e evolução econômica dos investigados, suprimiu poderes legais e privou acesso do novo conselho eleito ao presbitério – este último ato foi recebido com estranheza pela sociedade capixaba e ao mesmo tempo como extenuante da justiça frente ao bombardeio midiático em torno do tema.
No viés da formação de opinião pública alguns meios de comunicação capixaba se aproveitaram da situação e picharam a imagem até então impoluta da Igreja Cristã Maranata e uma banda oportunista de jornalistas extrapolou os direitos da imprensa livre ao manietarem e imporem através de suas matérias todos os fiéis e líderes da ICM debaixo da mesma acepção fraudulenta. Por fim a deflagração contra a Maranata denotou-se como uma sensacional ação comercial de vendas de jornais em bancas de esquina. Relegaram o dever jornalístico de não generalizar ou faltar com isenta e sensata apuração a fim de enaltecer a razão dos acontecimentos e inibir as vitrines dos tablóides de mexericos que desmerecem o crédito do jornalismo da verdade.
Igreja Cristã MaranataO que parecia improvável aconteceu e logo com a ICM que como precedente histórico fincou o marco da primeira intervenção do Estado numa instituição religiosa do país. O Estado com seu poder judicial assumiram a direção da denominação evangélica e mais do que isso, a soberania instituiu interventores, destituiu e envolveu-se por meio de seu representante legal em questões de espiritualidade e liturgia (o que não compete ao Estado) e quase implodiu a fé de muitos de nossos irmãos de lá!
Decisões judiciais sem quaisquer jurisprudências reproduziram algo parecido com o poder imperial de Constantino (III século d.C) que através de seu édito mudou rumos religiosos da noite para o dia não sendo ao menos clérigo; ou da impiedosa invasão selêucida orquestrada pelo tirano Antioco Epifânio IV que invadiu Jerusalém e por fim profanou o templo e o culto judaicos (175 a 164 a.C). Aqui da mesma sorte promoveram sacrilégios e provocaram a profanação dos santuários da ICM espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Indago que país é esse que se diz democrático, que discursa pautar-se no que é bom para o coletivo, mas diferentemente porta-se como uma monarquia austera representada neste episódio por uma faceta de justiça partidária que relega a mais salutar voz de liberdade, direito e cidadania constituinte?
A razão seria que a Maranata sob as asas do dito estado laico (é isso que reza a constituição federal), em assembléia interna e em conformidade com seus estatutos escolhesse para a fase crítica os representantes e comissão para o enfrentamento da crise estendida e desgastante. Nenhum crente verdadeiro da ICM e os pastores sinceros que lá ministram sem receber qualquer salário concordam com fisiologismo eclesiástico, fraudes financeiras, estelionatos, evasão de divisas, formação de quadrilha e com máfias religiosas. Querem os irmãos que toda verdade seja trazida à tona, que os responsáveis pelos crimes sejam punidos nos rigores da reta justiça e que as somas fraudadas sejam devolvidas à igreja. Portanto que haja respeito com a instituição e seus membros que nada tiveram com o reprovável sistema implantado em sua gestão financeira e administrativa.
Para a alegria do rebanho os jornais noticiaram neste dia 03/07/2013 – não com o destaque e alarde que geralmente fazem para denegrir os cristãos com um discurso hipócrita de que é para proteger os fiéis – que a intervenção do Estado acabou por decisão do desembargador José Luiz Barreto Vivas e que o conselho presbiteral instituído por eleição no fim de 2011 volte às suas funções, exceto o único da atual composição investigado no processo – demorou mais até que enfim o rosto da justiça apareceu!
Que o Senhor Jesus Cristo oriente o conselho da Igreja Cristã Maranata na retomada normativa de suas atribuições em favor de um universo religioso de mais de 800 mil pessoas – a grande maioria de boa fé e índole. A comunidade evangélica também celebra essa vitória icemita e na oração comungam das mesmas súplicas e rogos em prol da grande obra do Espírito Santo. 

 Sobre Silvio Santo da Costa
Silvio Santo da Costa
Natural de Afonso Cláudio, residente em Guarapari-ES, há mais de 20 anos. Converteu-se ao Evangelho aos 13 anos de idade. Teólogo pelo seminário SEET e pela Faculdade FAIFA. Professor de heresiologia, missiologia, teologia sistemática e escatologia bíblica. Pregador, palestrante, conferencista, administrador de empresas, e autor do blog cristaocapixaba.blogspot.com

5 comentários:

  1. Nunca li nada igual, nesses meses de sofrimento na vida da IGREJA CRISTÃ MARANATA.

    Chorei...meu Coração que Pulsa, parte pequena desse CORPO, pôde sentir de forma mais rápida...as BATIDAS de um CORAÇÃO que só quer ver DEUS.
    Continuemos a CONSTRUÇÃO...a OBRA do ESPÍRITO SANTO, em nós...NÃO pode PARAR.
    Sigamos TODOS...JUNTOS.

    O CÉU...é o LIMITE.
    VAMOS QUE VAMOS!

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  2. Onde corre muito dinheiro acontece essas coisas, infelizmente a igreja não está imune a isto, mas ainda bem e a tempo apareceu alguma autoridade com a clareza esperada. Quanto à imprensa, ela é na sua maioria formada por ateus e não devemos levá-la em consideração. Parabéns a igreja e a você por relatalr todo alívio pela última decisão do judiciário, beijos.

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  3. Que Deus continue abençoando grandemente sua vida! Obrigado por compartilhar nosso artigo com os visitantes de seu distinto blog. Não mexeram com a Maranata, inflamaram a igreja evangélica brasileira e neste contexto, somos todos irmãos!

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    1. SÍLVIO...
      Me alegrei muito com sua presença aqui...
      Amei teu texto, teu post.
      Somos a IGREJA, lutamos TODOS por um ÚNICO DESTINO...o CÉU.
      É isso que IMPORTA...levarmos ao MUNDO...a MENSAGEM da CRUZ...a SALVAÇÃO ETERNA...JESUS.
      Cada IGREJA...com um MESMO DESTINO...o MESMO PROPÓSITO.
      JUNTOS...FORMARMOS À IGREJA FIEL.
      Um grande abraço.
      Fica com DEUS.

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  4. A PAZ DO SENHOR JESUS AMADO IRMÃO

    Gostaria de parabeniza a você por está postagem, que Deus continue abençoando sua vida.


    Fraternalmente,

    Wallace Oliveira Cruz

    BLOG BÍBLIA A PALAVRA DE DEUS
    http://bibliaapalavradedeus.blogspot.com.br/

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