Texto: Êx. Cap. 30, vers. 22-33
O azeite da unção foi composto pelo Senhor Deus que instruiu Moisés sobre as medidas, ingredientes e método a ser usado na sua elaboração, a partir de extratos vegetais, isto é: essências de especiarias. Observamos que quatro especiarias são citadas, são elas:
A mais pura mirra, canela, cássia, cálamo e o azeite, que desempenha as funções do agente fixador e condutor desta composição
A elaboração do azeite da unção tinha que ser conforme a arte do perfumista, que consiste em extrair de cada especiaria a sua essência, o que implica num trabalho esmerado, criterioso, atendendo medidas precisas, tempo e temperaturas adequadas, combinado com as quantidades específicas de cada ingrediente para não comprometer a qualidade do perfume, cuidando para que outra substância;não contamine a fórmula não é apenas o macerar de algumas ervas aleatoriamente.
Desenvolvimento.
O Espírito Santo de Deus é este Perfumista, que colhe o homem temporal como a erva do seu estado natural e extrai a essência oculta no seu interior, isto é: a alma, o espírito que nos foi dado pelo Pai,fazendo-o vivo, exalando o bom cheiro de Cristo.
Nesta composição o ”bagaço”, a ”palha”, os resíduos da razão e do desequilíbrio emocional humano são dispensáveis. Após este tratamento o Perfumista extrai do homem ações de obediência, zelo, amor e gratidão e faz exalar o bom cheiro da salvação, em testemunhos fiéis de servos e servas do Senhor que como especiarias se entregam ao Perfumista.
Conclusão.
A mirra representa o sofrimento da igreja que renuncia a se mesmo, frisamos que nesta composição tinha que usar a mais pura mirra, isto é: um viver sem murmuração porem com gratidão, entregando-se à vontade do Perfumista. As demais especiarias representam a obra de cada servo ou ações que o Espírito Santo extrai de cada um. Quando se mistura quatro essências diferentes é impossível identificarmos uma isoladamente, mas obteremos do conjunto um perfume, resultado da combinação das essências (o que caracteriza corpo). Nos móveis e utensílios do culto levítico bem como sobre os que ministravam o cheiro era do todo, sem esquecer que o condutor e fixador era o azeite (o Espírito Santo) Ele é quem difunde através da igreja o bom cheiro da salvação. Não se podia fazer uma composição igual para uso pessoal, isto quer dizer que: o homem não deve usar o nome do Espírito Santo e nem a obediência dos servos do Senhor para projeção pessoal e se "beneficiar” à custa da simplicidade do servo;... tal homem será banido da sua congregação.
Apelo.
Permita o Perfumista extrair do seu viver ações que como micro-gotas se juntarão com um sem fim de outras para compor este perfume.
Dr.Bueno.








